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Há 40 anos o mundo se diverte e se sente desafiado com o cubo mágico. A criação do húngaro Ernõ Rubik ganhou popularidade na década de 80 e até hoje mexe com a cabeça de muita gente. Enquanto para uns seja impossível solucionar a montagem da peça, há quem comprove a possibilidade. Em Campo Mourão, por exemplo, existe um grupo de jovens que já dominam o segredo da engenhoca.

Apesar dos 43 quintilhões de combinações possíveis, Felipe Borino Giroldo e Victor Hugo Celoni, 18 anos, são um dos mourãoenses que aprenderam as estratégias que resolvem o quebra-cabeça. Por meio do amigo Guilherme (que não pode participar da entrevista), tiveram no Ensino Médio os primeiros contatos com o cubo mágico. Já se passam aproximadamente quatro anos e as “fórmulas” ainda não foram esquecidas.

Como argumenta Victor, a falta de prática atrapalha na superação do tempo de resolução. A rotina acadêmica influência um pouco na prática. Os três são estudantes de Engenharia Eletrônica, no campus de Campo Mourão da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Foi, inclusive, somente na instituição que conseguimos um tempo para a entrevista.

Antes do período universitário, eram mais comuns os encontros para a “disputa”. Segundo Felipe, não era bem uma disputa, mas uma brincadeira em que os amigos verificavam o desempenho entre si. Hoje, alguns segredos foram compartilhados com os amigos de turma e quando sobra um tempo, nos intervalos, se entretém. A estimativa é de que, pelo menos, uns 10 da turma já saibam fazer o encaixe perfeito das peças. Eles lembram que no Ensino Médio, eram muitos os amigos que também dominavam as estratégicas. No entanto, o reencontro se tornou mais difícil.

 Todos podemNa entrevista, os jovens reforçaram que qualquer um pode fazer a montagem. Para Victor é mais uma questão de dedicação. “O quatro anos que temos de contato não define agilidade e perfeição. Montar, todos conseguem. Os limites é cada um quem dá”, comenta. Entretanto, Felipe acrescenta que a frequência estimula o espírito competitivo.

Competições

Enquanto para Felipe, Victor e Guilherme a montagem seja mais entretenimento. Existe, mundo afora, competidores que buscam superar os próprios limites e dos adversários. Tem disputa de velocidade, de movimento, com olhos vendados e até com os pés.

A participação é livre, depende mais do interesse de cada um. No Brasil, Renan Cerpe, é o atual campeão com 9 segundos. Em nível mundial, o destaque fica com os asiáticos, depois aparecem os australianos e húngaros.

Felipe comenta que o recorde, seu e o de Guilherme, é 16 segundos. Mas o tempo médio, em ocasiões normais, é de 26 segundos. Já Victor lembra que o menor tempo atingido foi 30 segundos.

Para campeonatos oficiais, eles explicam, que é necessário um cronômetro profissional que é sensível ao toque tanto de início, como de término. Após retirar o cubo da mesa o competidor tem cinco segundos para analisar a posição das peças e iniciar a montagem.

O quarentão

O primeiro protótipo do cubo mágico data da primavera de 1974. Mas, a burocracia para iniciar a fabricação foi concluída, apenas, em 1977. De início, foram produzidas 12 mil unidades que chegaram às lojas da Hungria. Alguns registros dizem que o inventor, o arquiteto Ernõ Rubik, demorou mais de um mês pra conseguir resolver o problema.

A versão inicial foi elaborada em 2x2x2. Porém, o formato 3x3x3 é o mais conhecido, composto por 6 faces de 6 cores diferentes e arestas de aproximadamente 5,5 cm. Há uma previsão de que 350 milhões de unidades já foram vendidas no mundo.

Em recente encontro com o criador do cubo, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse que o cubo se transformou nas últimas quatro décadas no “ícone da engenhosidade europeia”.

Texto e Fotos: Cássio Ceniz

25 de novembro de 2015
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