Mercadão para todos os gostos

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Mercadão para todos os gostos

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Frutas e verduras frescas, carnes, sucos, material para artesanato e o produto prontinho, roupas, fantasias, utilidades para o lar, cereais e chás e café fresquinho, moído na hora. Onde encontrar tudo isso, em um só lugar?

No Mercadão, é claro. O condomínio, que começou a ser erguido no fim da década de 1960, abriu suas portas no final do ano de 1971 marcando a passagem da Campo Mourão rural para o avanço que a nova década trazia. Hoje, mais de 40 anos depois, o Mercadão é ponto de encontro de conterrâneos e turistas que aproveitam as vantagens que o local traz para seus visitantes e clientes.

Remodelado depois que um incêndio, em 2009, danificou a estrutura do local, ganhou estrutura mais moderna. O sistema de bancas, lembrança dos primeiros tempos, foi substituído por portas de blindex. O espaço, antes deficiente, ganhou em claridade e conforto. Desde 2004 o espaço não pertence mais ao poder público e passou a se chamar Condomínio Prefeito Horácio Amaral, administrado pelos proprietários e lojistas, mas a essência permanece. Visite o Mercadão com a gente!

Pg. 38Cheirinho de café fresco

Basta colocar o pé para dentro do Mercadão para que todo o corpo sinta o cheiro confortante do café sendo moído na hora. O responsável por aquele que é o cheiro do condomínio está ali desde que as portas foram abertas. Cláudio Rosnoski inaugurou, junto com o mercado, sua loja de secos e molhados. “Mas os tempos estavam mudando, meu negócio não tinha mais muito futuro”, conta. Depois de quatro anos da bodega, vendeu todo o estoque e ficou com o balcão típico da venda e com a expectativa de vender café. E assim tem sido nos últimos 40 anos.

Chega às 17 horas e meia cidade quer levar café fresquinho para casa, quase nem dá para conversar no seu box, porque a máquina de moer não tem descanso. “Acho que as pessoas não sabem que aqui fica aberto até mais tarde”, brinca. No banca do Rosnoski não há placa, nem luxo. As pessoas chegam até ele pelo cheiro, não teria como ser de outra forma. Ele conta que só saiu do Mercadão quando fechou para reforma, depois do incêndio, mas que não vê jeito de levar seu comércio para outro lugar de novo.

O café fresquinho ele compra na região, torra e vende com tranquilidade, moendo na frente dos clientes, que podem ser de Campo Mourão, da região ou do Brasil afora. “Tenho muito cliente que vem passear e não volta para casa sem levar alguns quilos de café”, relata.

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Loja nova no mercado

Ronice é faixa preta em caratê, mas também é fera em artesanato e adora decoração. Quando pensou em abrir seu negócio, logo pensou no Mercado Municipal. “Quando vou para uma cidade, procuro sempre o mercado público, porque é onde você encontra de tudo. É um lugar onde todo mundo entra”, afirma. Há seis meses ela abriu sua lojinha, que hoje está pequena para tantas novidades, com muita satisfação com o ambiente que escolheu. “Sempre tem um fluxo grande de pessoas, principalmente da região. É um lugar muito bom”, defende.

Chá para todo mundoPg. 39 (2)

Denise Carla Minozzo atende em uma loja também cheirosa, em um dos cantos do mercado. Ali você encontra uma infinidade de sabores e aromas, sempre com orientação. Irmã de Ronice, Denise já está há quinze anos no Mercadão. Começou como vendedora, abriu uma loja, depois outra, e vê no condomínio uma ótima locação para seu ramo. “Fui para o centro, mas não gostei. É aqui o meu lugar”, reforça.

A Casa do Chá, ela conta, começou com público muito grande de idosos, mas hoje tem muitos jovens na clientela. Vendendo chás, cereais, extratos e encapsulados, ela tem concorrência até mesmo dentro do próprio mercado, mas acredita que há espaço para todo mundo.

Quer conhecer mais lojas? De acordo com o síndico do Mercadão, Rodrigo Ribeiro Ramalho, os 60 boxes abrigam cerca de 40 lojas, com toda a variedade possível em produtos.

Texto: Gracieli Polak

Fotos: Cleverson de Lima